Viver o Amor

Viver o Amor
Terapeuta e Consteladora Odegine Graça

“O amor é a emoção dos seres imperfeitos, uma vez que a função do amor é a de levar o ser humano a perfeição. “

Aristóteles

O amor é a emoção mais perfeita que existe.

A palavra emoção vem do latim, e-movere, que quer dizer, precisamente, movimento. O amor, entretanto, difere de outros movimentos porque é constante. O amor é um movimento constante que leva ao crescimento, à evolução. É a emoção fundamental que torna possível a história da humanidade. O amor é o construtivo da vida humana e é o que torna qualquer formação social possível. O amor é a emoção que permite que eu aceite o outro na sua condição original, ele tal como é. Sem aceitação do outro como legitimo ser diferente de mim, não existe convivência social. O amor é a emoção que permite a relação, pois somos seres dependentes do amor. Toda história evolutiva do ser humano, tanto espiritual quanto social, se funda no amor. O amor é a condição de toda a existência humana.

Na vida humana a maior condição do sofrimento vem da negação do amor. Dessa negação advém a grande maioria das doenças do corpo e da alma.

O homem é um ser relacional, movido pelo amor. A vida humana é baseada em estar juntos, interagir, relacionar-se.  Essa é a linguagem da vida humana. Nossa forma de vida se baseia na convivência, nas interações recorrentes do amor. Essas interações ampliam e estabilizam a convivência.

O amor exige envolvimento, e essa palavra é realmente complicada para as pessoas sem coragem de amar, com vontade de permanecer. O amor é um chamado ao crescimento. O amor chama o ser humano para evolução. Existem pessoas que se desestruturam completamente quando sentem que estão prestes a serem fisgadas. Para essas pessoas, o ponto de equilíbrio se encontra no não envolvimento real com outra pessoa. Ficam paralisadas e nesse estado, tudo em suas vidas permanece igual. O medo paralisante dessas pessoas é justamente o da mudança, mudança causada pelo amor. Freud chamou a isso “medo da transitoriedade”. A impermanência, a mudança, faz o homem sentir-se mortal, e esse encontro com a mortalidade, faz com que caia na dor e no abandono dos seus ancestrais.

O morrer é inevitável, o amar é necessário. É disso que depende nossa vida verdadeira, a manifestação de todo o espírito humano. O amor impregna o ser humano de vida. Esse amor é pura sabedoria, e essa sabedoria consiste em poder contornar o destino.

É o amor que permite a vida.

Viva.

Grupo de Discussão Sobre Relacionamento Amoroso Cá Entre Nós

 

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