Tal mãe Tal filha,Tal pai Tal filho

Tal mãe Tal filha,Tal pai Tal filho

 

Psicóloga Odegine Graça - Especialista em Autoestima, Relacionamentos e Relacionamentos Amorosos
Psicóloga Odegine Graça

“A maioria de nós se parece muito mais com os pais do que é capaz de perceber “

Gary Chapman

A grande maioria de nós é muito influenciada pelo meio em que vive, nossa educação nos dá armas, argumentos, instrumentos para agirmos e reagirmos dentro do mundo em que vivemos.

Quando não buscamos nossas próprias palavras e independência para escrever nosso próprio roteiro de vida, ficamos a mercê da repetição do roteiro de vida escrito pelos nossos pais e vamos cegamente repetindo esse modelo em nossos relacionamentos e na família que formamos. Repetimos comportamentos de nossos pais mesmo sem perceber, e o fazemos com a convicção de que aquilo é certo. Indiscutivelmente pensamos daquela maneira e tantas vezes nem mesmo paramos para dizer um: será? Gary Chapman diz em seu livro o que não me contaram sobre o casamento, mas que você precisa saber: “Se seu namorado tem um pai controlador que comete abusos verbais, não se surpreenda se em dez anos ele apresentar traços semelhantes. De alguma forma, somos produto de nosso ambiente. As pesquisas indicam que homens abusadores quase sempre foram abusados quando crianças“. Mas com toda certeza podemos aprender a ser diferentes, e o autor continua: “A palavra chave é aprender. Se o filho de um abusador não toma medidas específicas para compreender o abuso, porque seu pai se tornou assim, e o que ele próprio precisa fazer para quebrar o padrão- então muito provavelmente vai repeti-lo.“ Temos a tendência a nos enganarmos achando que o amor cura tudo, salva a todos e que com nosso poderoso afeto tiraremos nosso companheiro dessa escuridão. Esse é um ledo engano. “Durante o namoro, se um dos dois tem um pai ou uma mãe com um estilo de vida destrutivo, a atitude responsável do casal é fazer cursos, ler livros, conversar com terapeutas e discutir o que está aprendendo.“ Tudo no mundo é aprendido e tudo no mundo pode ser desaprendido.

Se aprendemos comportamentos que nos fazem mal, podemos desaprendê-los e reaprendermos outros que nos fazem bem. Gary continua: “Padrões de comunicação são outra área que tendemos a ser como nossos pais. Por exemplo, se você nota que a mãe dela sempre interrompe quando o pai está falando e corrige os detalhes da história dizendo coisas como : não foi na terça, foi na quarta, ou não foi em 2005, foi em 2006, então você pode esperar que a filha faça o mesmo. Talvez você já tenha observado esse comportamento quando fala. Se isso irrita, esta é a hora de conversar a respeito. Se esse padrão não mudar antes do casamento, não vai mudar automaticamente quando você casar. “


Esse é um outro engano: pensar que tudo vai mudar quando a pessoa se casa. A tendência do casamento é deixar ainda mais pesado aquilo que já pesa. Então, repetimos o que aprendemos com os nossos pais. Mas, por que será?  “Como crescemos com nossos pais, não reconhecemos esses padrões de comunicação como doentios. Para nós, é apenas a maneira como sempre foi. “E todo ser humano busca segurança em suas origens, é nossa zona de conforto. Ali tendemos a querer ficar e permanecer no mais “quentinho e quietinho” possível. Portanto, não faça vistas grossas. “Se você observa os pais dele brigando e repara que o pai, ao final da discussão sai da sala e deixa a última afirmação da esposa suspensa no ar, pode esperar que essa seja a forma com que o homem que está namorando vai reagir às discussões depois que vocês se casarem.“ Não tem como “tapar o sol com a peneira”, ou você enfrenta e arruma a bagunça da casa ou ela não vai se limpar sozinha. Tem muitas pessoas que pensam que as coisas se arrumam com o tempo. Não existe pensamento mais errado que esse. O tempo só piora as mágoas, aumenta as feridas e dilacera ainda mais o peito doido.
A boa notícia é que tem como mudar, escolher o próprio caminho.

Não é a escolha fácil, mas sim a escolha saudável.

Se aprendemos a ser infelizes também podemos aprender a ser felizes.

 

 

 

 

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