Síndrome da Dependência Afetiva

Síndrome da Dependência Afetiva
Psic. Odegine Graça

Eu não vivo sem você

Essa semana foi foco de um programa de televisão um assunto que vem mexendo com o coração de muitos casais. A síndrome da dependência afetiva. Mas o que é isso?

Quando um homem e uma mulher se sentem especialmente atraídos um pelo outro, e se encontram amorosamente, um sentimento de felicidade toma conta do coração de ambos. O mundo se ilumina e tudo fica alegre e colorido, e por algum tempo tudo se parece com pura magia.

Tudo de inicio vai muito bem, até que um dia um dos parceiros se atrasa e o outro liga incansavelmente para o celular e quando se falam, o desespero é explicito.

A primeira vez isso passa, como resultado aceitável de preocupação. Porém, o parceiro vai percebendo que o/a companheiro/a controla cada passo seu e por vezes de amigos e familiares, faz de tudo para ter uma migalha de atenção se submetendo por vezes a situações vexatórias. Na mínima ausência, se mostra muito nervoso, ansioso e angustiado. E quando a pessoa chega, uma alegria incontrolável toma conta, e a outra se mostra saciada.

Isso te lembra algo? Parece com a dependência química.

E é absolutamente dolorido. A necessidade e angustia que toma a pessoa se assemelha muito a síndrome de ausência causada pela falta de drogas e álcool.

As pessoas vítimas dessa síndrome, não conseguem ficar muito tempo sem ter um relacionamento, elas dependem literalmente do relacionamento afetivo. A configuração dada para isso é transtorno de personalidade dependente e apresenta:

  • Dificuldade de tomar decisões por conta própria: dificuldade de tomar decisão por si mesma em áreas de responsabilidade pessoal de sua vida.
  • Dificuldade em expressar discordância dos outros por medo de perder o apoio.
  • Dificuldade de iniciar projetos e, se inicia, tem dificuldades em dar andamento nos mesmos por si mesmo.
  • Desconforto e desamparo quando esta só.
  • Quando um relacionamento íntimo é interrompido, procura outro imediatamente, como fonte de apoio e amparo.

Essa doença é muito dolorosa e perturbadora para quem a sofre e também para o companheiro, pois este também se mantém em absoluta tensão, sentindo-se controlados a cada passo. É preciso saber que se trata de uma doença e como tal precisa de intervenção e tratamento.

Se você se sente assim ou tem um companheiro com essas características, procure tratamento, pois essa doença quando intensa pode ser perigosa para ambas.

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