Roda do Feminino Sagrado – Enteléquia

Roda do Feminino Sagrado – Enteléquia

Recorrer a Enteléquia do Self

Entelequia tal como a utilizo, refere-se a presença de um propósito dinâmico dos padrões de possibilidades codificados em cada um de nós. Assim, a entelequia de uma semente de carvalho é tornar-se um carvalho, a entelequia de um bebê é tornar-se um adulto, e a sua,  é de tornar-se sabe deus o que ou quem.

O que ocorre na Psicologia do Sagrado é o recorrer a entelequia do Self, o nível mais diretamente ligado ao self divino. Para alguns a experiência de recorrer a enteléquia é muito pacífica, para outros pode ser explosiva; para outros ainda, pode tratar-se de um desdobrar contínuo. Qualquer que seja a forma em que ocorra, trata-se de um desdobrar e de um reconhecimento poderoso e dotado de propósito do seu próprio potencial.

Este Self animado de enteléquia é também o supremo co-orquestrador e o alicerce de todos os outros selves da pessoa, e serve como protetor do equilíbrio e da saúde mental dentro da complexa polifrenia e estrutura da vida interior da pessoa. É o Self Raiz, o Solo do Ser da pessoa, e a essência semeada e codificada que contém tanto os padrões como as possibilidades de sua vida. É o anjo operante, ou, em termos modernos, o agente do processo de sua vida presente, é o ego ordinário de sua vida divina ampliada.

Repetindo: A entelequia é o ego ordinário de sua vida divina, é o anjo operante de sua vida presente.

Porque, aparentemente, tão poucas pessoas encontram sua enteléquia? Talvez, porque até muito recentemente ela não fosse necessária. Enquanto o próprio planeta estava se tornando um sistema nervoso, pouquíssimas pessoas realmente necessitavam encontrar mais do que uma versão comunitária ou tribal da enteléquia. Mas as regras mudaram desde que explodiu a bomba e que descobrimos que poderíamos destruir todo o planeta. Elas mudaram desde que tocamos o solo da lua – deixando o ventre da mãe e a ela retornando como co-autores. As regras mudaram e isto significa que o que estava reservado aos místicos e aos loucos, aos sábios, ou as pessoas muito criativas, tornou-se agora verdadeiro para muitos. Nosso tempo trouxe a democratização de Enteléquia. É como se parte da codificação fetal fosse ativada, de forma não muito diferente da que ocorre no filme “2001: Uma Odisséia no Espaço”. Em certo ponto da evolução, o grande retângulo, o monolito, foi encontrado, ativando uma aceleração na evolução humana. Esta é uma imagem poderosa que ainda se move nas dimensões misticas de muitas pessoas. A enteléquia, que costumava existir para poucos, ainda que na verdade codificada em todos, está agora a disposição de muitos. Seu crescimento em nosso tempo faz parte da crescente complexidade da mente do planeta. A medida que nos tornamos mais e mais pessoas, há cada vez menor distinção entre as questões “O que desejo do universo?” e “O que o universo deseja de mim?”. A enteléquia oferece a ligação entre esses dois programas.

roda do feminino sagrado - entelequia

Idealizadora da Roda: Odegine Graça

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