Quando se Perde a Esperança

Quando se Perde a Esperança

Odegine Graça

Psicóloga CRP 08/07936

A vida é muito engraçada e muito vezes dês-draçada, ou seja, sem brilho algum. Quando somos crianças sonhamos livremente e somos ensinados que sonhar é bom, sonhar faz você crescer saudável e feliz. É preciso que crianças tenham sonhos para ter futuro. Então crescemos e somos ensinados a “cair na real”, cair na real é de fato cair.

Caímos nos machucamos e muitas vezes nos estatelamos no chão. E então aprendemos que já não somos mais crianças, temos contas a pagar, já não podemos mais ser tão honestos e principalmente aprendemos que a vida é dura. Sonhar não enche a barriga de ninguém, dizem os realistas aos sonhadores. E então aprendemos a suportar as frustrações, a querer e não querer ao mesmo tempo, queremos uma coisa e aceitamos outra, pois afinal a realidade é assim, a gente se vira com o que tem. E vamos guardando mágoa e dor no coração por nunca podermos ser o que realmente somos. E no meio do caminho vamos perdendo nossa identidade, aquela que construímos em nossos sonhos e vamos nos tornando real… realmente qualquer coisa amarga doida e sem esperança de uma vida melhor. Fechamos o caminho do nosso coração e enfrentamos a vida com resignação.

Passamos a não acreditar em milagres e ignoramos a criança pobre e descalça na rua, no sinaleiro, pois isso é assim mesmo. E tudo passa a ser assim mesmo. E desistimos de tudo, até mesmo das coisas mais simples. E então deprimimos e tomamos por base o è assim mesmo. Fazer qualquer coisa diferente é para heróis e esses normalmente são mártires. Eu sou normal, pensamos, e pessoas normais como eu são adaptadas e ser adaptado significa saber que isso é assim mesmo. Trabalhamos a semana toda, não ganhamos o suficiente para pagar as contas e no final de semana dormimos muito para agüentar a semana seguinte e não termos que nos relacionar com nossa família. E se alguém te pergunta como vai? Você simplesmente responde: Tudo bem!!

É mesmo??

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