Pulseirinhas do Sexo, Um Alerta aos Pais e a Sociedade

Pulseirinhas do Sexo, Um Alerta aos Pais e a Sociedade

Odegine Graça

Psicóloga CRP 08/07936

Foto tirada durante o programa sobre "Pulseiras do Sexo"

Hoje, quarta-feira dia 28/04/2010, fui convidada para participar em um debate no programa de TV da a minha amiga Carla, o “Toda a Tarde”. O debate era sobre pulseiras do sexo. Confesso a todos aqui que apesar de ser mãe e já ter falado com minha filha sobre o assunto, nunca havia realmente parado para pensar na gravidade da situação. Vivemos em um universo simbólico e nossa comunicação é verbal, não verbal, consciente e inconsciente. Temos o campo do claro, do permitido e do proibido, ou seja, coisas que podemos falar, coisas que podemos fazer, e coisas que não podemos fazer e só podemos falar em determinados ambientes, e ainda outras que não é permitido simplesmente. É nesse Universo que transita o ser humano completo e social. Assim se faz uma sociedade de gente livre, respeitando as proibições para que sejamos gente e saiamos da esfera da simples animalidade. Essas pulseirinhas inocentes estão quebrando todo esse universo de comunicação e proibição.  Ali se diz, se comunica o que deveria ser calado, ser preservado, para que pudéssemos continuar no reino do humano. Quando uma criança de nove e ou dez ou mesmo uma mulher de vinte anos usa uma pulseirinha transparente dizendo “eu transo até com meu pai”, o que se espera de uma sociedade assim? Como transitar nas ruas já tão perigosas? E o que dizer quando o imaginário se abre para uma pulseira marrom que diz “quero fazer sexo escatológico (sexo entre excrementos)”? Os significados dessas pulseiras vão desde sexo oral simultâneo até sexo anal sem lubrificante, e adendo, basta o menino arrebentar a pulseira para que a pessoa tenha que,  seja obrigada a… Fazer o que se propôs ao comunicar usando as pulseiras, ou seja, a pessoa que usa a pulseira não pode desistir da idéia, ela deve fazer o que se dispôs usando a pulseira. Isto é equivalente a não ter o direito de desistir, ou seja, muitos casos têm finalizado em estupros, e as meninas, pois são geralmente criança e adolescentes que usam essas pulseiras, que na maioria das vezes não tiveram a noção exata daquilo que estão comunicando, quando chega na hora H, não conseguem bancar o que comunicaram e então o outro abusa, usa, estupra, pois afinal é só arrebentar, ARREBENTAR. A pergunta é como nós pais deixamos que isso acontecesse? Como? A nossa vida tão ocupada, não deixa que prestemos a atenção devida aos nossos filhos e parece uma coisa meio boba, prestar atenção em “pulseirinhas” que nossos filhos estão usando? Pois é! Simples pulseirinhas que podem levar nossos filhos a morte, e ou a violência sexual, um trauma que raramente pode ser apagado da alma de uma criança. Onde estamos? Onde estávamos? Minha filha de nove anos por vezes fica muito brava comigo quando eu a obrigo a por uma camisola mais comprida ou eu a impeço de sair com um short curto demais, porem eu prefiro mil vezes a birra e a raiva dela nesse momento, do que a tristeza dela por uma vida toda. Os limites e valores somos nós pais quem passamos aos filhos, e é preciso, é mesmo necessário que proibamos mais, que digamos mais nãos aos nossos filhos, que limitemos mais, para que possamos ter nossos filhos mais tempo perto de nós, para que possamos ver nossos filhos irem à faculdade, se formarem, se casarem e terem filhos. É preciso deixar o medo de sermos pais, é preciso para de querer ser amigo somente do seu filho e assumir a sua posição de pai e mãe verdadeiramente e pai e mãe é muitas vezes o chato da história, é aquele que impede, que proíbe, que nega e se nega. É aquele que acima de tudo, dá segurança ao filho para que ele possa se desenvolver e escolher. Pensem nisso senhores pais.

Vejam o significado das cores das pulseiras.

  • Amarela – um simples abraço
  • Rosa – mostrar o peito
  • Laranja – dentadinha de amor
  • Roxa – beijo com a língua – talvez sexo
  • Vermelha – dança erótica à curta distância
  • Verde – sexo oral a ser praticado pelo rapaz
  • Branca – a menina escolhe o que quiser
  • Azul – menina faz sexo oral (“boquete”)
  • Preta – sexo com a menina na posição “papai-mamãe”
  • Dourada – sexo oral simultâneo (“meia-nove”)
  • Listrada – sexo na posição “frango assado”
  • Grená – sexo anal sem lubrificante
  • Transparente – sexo com parentes consangüíneos
  • Marrom – sexo escatológico (“brown shower”)

Senhores pais, fiquem atentos.

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