O Poder da Intuição

O Poder da Intuição
Terapeuta e Consteladora Odegine Graça

Michael Polanyi disse: “Sabemos mais do que podemos explicar.”

Mas de onde sabemos essas coisas que por vezes temos certeza de lugar algum concreto? De onde vem aquele sentimento profundo, aquela certeza avassaladora que corrompe qualquer argumento lógico que possa existir em nossa mente consciente?

Existe uma inteligência que vai além da nossa consciência ordinária e ela dita as regras do nosso coração, de nossos sentimentos, de nosso inconsciente. Quando alguém te pergunta o porque dessa ou daquela decisão e você responde simplesmente “eu não sei, somente sinto isso em meu coração”, você esta falando de intuição. “O coração tem razoes que a própria razão desconhece” como disse Blaise Pascal.

A inteligência não é somente algo ligado a razão, como diz o PhD Gerd Gigerenzer, “Pensamos na inteligência como uma atividade consciente, deliberada, guiada pelas leis da lógica. Mas, uma parte considerável de nossa atividade mental é inconsciente, baseada em processos estranhos a lógica: os pressentimentos, a intuição. Temos intuição sobre esportes, amigos, que pasta de dente comprar e outras coisas importantes.”

A maioria das vezes ignoramos essas sensações e apelamos para o nosso raciocínio, matando totalmente essa forma de manifestação. A intuição pode ser chamada de nossa inteligência inconsciente.

O mesmo autor acima citado, no seu livro “O Poder da Intuição”, continua dizendo: “Muitas vezes é a intuição que nos guia pela vida. A inteligência comumente funciona sem um pensamento consciente. Na verdade, o córtex cerebral, onde reside a chamada consciência, vive repleto de processos inconscientes, do mesmo modo que as porções mais antigas do nosso cérebro. Seria um equivoco partirmos do principio de que a inteligência é necessariamente consciente e voluntária.”

A ciência todos os dias nos surpreende com novas descobertas, e essas levam os homens mais para perto de si mesmos e longe de um mecanicismo que se colocou entre o homem e a máquina, como se o primeiro devesse imitar o segundo. Nós, seres humanos, estamos mais para um organismo vivo que para um computador. Não seguimos a lógica clássica, mas temos uma lógica emocional que nos guia, nossos passos são os passos de uma alma que respira, de um ser que procura angustiado suas respostas, seu caminho. Somos seres errantes. Somos seres procurantes. Ficamos indefesos diante de uma vida massacrante e sem emoções que nos guiem.

Só podemos ser completos quando podemos ver além dos olhos físicos e ir além dos limites do corpo, quando podemos estar com nossos corações além de todo o espaço e tempo. Somos seres humanos, demasiadamente humanos e indefiníveis pelos processos de A e B. Somos mutáveis, graças a deus. Todos os dias somos confusos e indefinidos, inconstantes e mal mau concebidos para o bem e o bom do mundo e dos mundos da compreensão humana.

Sinta isso.

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