O Engano

O Engano
Psic. Odegine Graça

Era uma vez…

Um andarilho que foi capturado por raptores maus do deserto. Esses homens maus, prenderam o andarilho em uma caverna funda e aguilhoaram seus braços e pernas em pedras, de maneira que o homem não pudesse realmente sair de dentro da caverna.

Nos primeiros tempos lá dentro, o homem gritava por socorro, ao mesmo tempo que tentava de todas as maneiras soltar seus braços e pernas das correntes que o aprisionavam. Porém, o tempo foi passando e uma voz cada vez mais forte se fazia dentro do homem dizendo que não era possível se soltar, que a vida era assim mesmo, que assim eram as coisas, desse jeito dessa maneira e tudo que ele precisava fazer era acostumar-se a elas. Essa voz repetia sempre ao homem: Aceite a realidade. Aceite a realidade…

E assim o homem foi ficando cada vez mais quieto e acomodado.

Com o tempo a voz tornou-se ainda mais forte e grave, dizendo “não adianta lutar, conforme-se e aproveite o que você têm. Não existe um mundo lá de fora. Tudo isso é pura ilusão de sua mente. Você está começando a enlouquecer”. E o homem acreditou cada vez mais naquela voz.

Um dia viajantes bons e corajosos ouviram uma história de um tal fantasma das rochas, e seu líder, muito sábio, deduziu que havia alguém preso lá naquelas cavernas rochosas. Assim, pegou seus homens, armou-se de cordas e ferramentas adequadas e foi até o lugar. Chegando lá, fez seus cavalos puxarem as pedras  e abrirem a caverna, e ali encontraram um homem quase morto, que usava suas últimas forças para fugir de seus salvadores para o fundo da caverna.

Em certo momento, caiu por um buraco muito estreito em uma caverna ainda mais funda e escura que aquela que ele estava até então. Quando lá caiu, sentiu enorme conforto. Seus olhos acostumados ao breu, procuraram e encontraram pedras semelhantes as da caverna anterior. Sentiu muito conforto e imitou a posição em que se encontrava anteriormente. Separou os braços e as pernas e colocou como na caverna anterior e sentiu como se nunca tivesse saído de lá.

Então, respirou fundo, em um suspiro de alivio, e seu rosto abriu-se em um sorriso.

Assim permaneceu até sua morte, que foi quase imediata.

Como está a sua vida ?

Em que você tem acreditado?

Como você tem agido segundo aquilo que tem acreditado?

Uma pequena dica, em um outro artigo:  Coragem para mudar

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