O amor e os mecanismos de projeção

O amor e os mecanismos de projeção

Continuamos com a nossa série de textos, informações, idéias e conselhos sobre o amor. Hoje trataremos da relação deste sentimento tão nobre, com os mecanismos de projeção. Você sabe o que isto significa?
É necessário olhar a nós mesmos, para dentro, e então, conseguir entender e amar ao próximo.

“O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.”
(Fernando Pessoa)

A melhor definição de projeção é: olhar-se no espelho, sem saber que aquilo que vê é a própria imagem.
Quando uma pessoa vê refletida no externo as imagens internas ou inconscientes que regem a vida, olha e acha que aquilo que vê pertence ao outro.
A projeção é um mecanismo de defesa do ego, e geralmente ocorre quando o indivíduo vê nos outros um traço que quer ou tem em si mesmo e então supervaloriza aquilo no outro. De outra forma: projeção é o ato de atribuir a outro ser ou objetos as qualidades, sentimentos ou intenções que se originam em si próprio.
É um mecanismo de defesa pelo qual aspectos da personalidade de um individuo são deslocados de dentro deste para o meio externo. A pessoa em estado de projeção pode lidar com sentimentos reais, fora dela.
Jung define projeção como “um processo inconsciente e automático, pelo qual um conteúdo inconsciente para o sujeito é transferido para um objeto, fazendo com que este conteúdo pareça pertencer ao objeto”.
A projeção cessa no momento em que se torna consciente, isto é, ao ser constatado que o conteúdo pertence ao sujeito. Todos nós temos dentro de nós aspectos masculinos e femininos que retratam nosso ideal de homem ou de mulher, Jung denominou esses aspectos da personalidade de animus e anima. Quando projetamos esses aspectos no rosto de outra pessoa achamos que estamos amando, porém na grande maioria das vezes só estamos projetando um ideal.
É necessário saber que amor é bem mais que ideal, amor é real, e realidade exige convivência, frustração, perdão, compreensão e aceitação do outro enquanto outro diferente de mim, é aprender com as diferenças sem exigir que o outro seja meu reflexo.
Amor é companheirismo, é admiração, é crescimento, o amor vai além da paixão, vai além do comodismo, vai além de mim e dos meus ideiais.

Amor é realidade.

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