Meus Gatos

Meus Gatos

O Trigo foi achado pela minha melhor amiga na noite de natal entre o capo do carro e o radiador. Estava miando, por isso o encontraram. Muitos gatos morrem assim, quando se liga o carro… enfim, ela ja tinha 2 gatos adultos e castrados, entrando mais um iriam acabar brigando por território.

Minha amiga deu o nome de Trigo pela cor dele, amarelinho como o Trigo. Achei bonitinho e original, ai ficou.

Acabei convencendo o irmão dela, com quem divido apartamento, a me deixar ficar com o gato.

Ele tinha aproximadamente 1 mês, era magrinho, pequenininho e parecia um Etzinho: orelhas enormes, cabeçinha, corpinho, e olhos bem esbugalhados.

A primeira semana foi terrivel, ele se enfiou embaixo da cama e nao saia por nada, eu acabava levando a raçao p
ra ele pq se não ele nao saia pra comer.

Achei que ele não gostava de min, mas depois constatei que os gatos são animais de um ambiente só, eles estranham muito a mudança de ambiente. Apesar de os gatos serem conhecidos como animais independentes que vivem fora de casa, quando eles moram em casa eles nunca vão mais do que quadras, sempre voltam. Gatos se apegam quando a gente da espaço pra eles. Não adianta obrigar eles a gostarem de você, tem que ter tempo e paciência.

Todos os dias eu me abaixava e ficava lá acariciando o Trigo em baixo da cama. Passado uma semana, ele ja estava todo faceiro e brincalhão. Sempre quando eu chegava em casa ele estava lá, me esperando na porta, e louco pra brincar. Só que como eu saia o dia todo ficava com dó de ele ficar sozinho.

Ai eu começei a procurar mais um gato. Como ele ja estava grandinho pensei em uma fêmea porque com outro macho poderia sair briga. Ledo engano, estava eu para descobrir que as fêmeas são muito mais raivosas do que os machos. Acabei achando a Bijou num site de adoção, de uma senhora que não quiz me dizer quantos gatos tinha em casa. Quando a Bijou chegou ela tinha quaze 2 meses. O Trigo tentou ser simpático, se aproximou curioso. E ela? Ficou rosnando durante 2 semanas. Na primeira fez a mesma coisa que o Trigo, se meteu em baixo da cama e nada de sair de lá. Acabei repetindo o mesmo “ritual” que já tinha feito com o Trigo, levando ração e ficando em baixo da cama com ela, até ela pegar confiança. Com o tempo ela saiu da cama, e com mais tempo ela parou de rosnar pro Trigo. Hoje, com a confiança bem estabelecida, nestes dias de frio intenso, dormimos todos juntos em baixo da coberta (a Bijou em cima) na maior harmonia.

Aprendi um monte de coisas: a ter mais responsabilidades com as vidinhas que dependem de mim, que quem tem paciência sempre alcança e que carinho é recompensado com carinho.

Ainda vou aprender muito com eles, e claro eles comigo.

Agora me esperam os dois na porta de casa, todo dia.

Tais Maros

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