Enquanto a Vida Passa

Enquanto a Vida Passa
Psicóloga Odegine Graça - Especialista em Autoestima, Relacionamentos e Relacionamentos Amorosos
Psicóloga Odegine Graça

“Era uma vez um mestre jardineiro, hábil em ensinar a cultivação de flores, árvores frutíferas e de plantas ornamentais para apartamentos e jardins. Um dia, o mestre decide explicar a arte da poda. Ensina como e quando deve ser feita, segundo quais parâmetros, mas sobretudo, sublinha a sua importância. Deve ser executada com cuidado porque os ramos secos continuam a chupar linfa vital, impedindo ou atrasando o crescimento de novos brotos. Explica as diferentes técnicas de poda, das mais tradicionais as mais modernas.

Num determinado momento, um aluno pergunta:  e o que fazemos com os ramos secos? O docente devolvendo a questão aos alunos pergunta: O que vocês fariam? Um deles responde dizendo que escolheria os ramos mais bonitos utilizando-os em composições de flores secas. O outro diz que com os ramos menores faria húmus, presenteando com os maiores um amigo que tem por hobby esculpir em madeira.

Um outro os usaria para acender o fogo. Outro usaria os ramos mais fortes como apoio para outras árvores ou para construir andaimes.

Até que o mestre percebe que um dos alunos não participa da discussão, parece imerso em seus pensamentos. Educadamente, dirige-se a ele, perguntando-lhe em que pensava. Ele responde que pensava em seu avô, que desperdiçou seu talento de jardineiro  tentando cultivar ramos secos. Colocava alguns na água com adubo, outros diretamente na terra adubada. Dedicava todo seu tempo aos ramos secos, descuidando-se de ramos e plantas vivas e fortes. Eles foram sua grande paixão, o que, no entanto, impediu que ele se dedicasse aos brotos, que lhe teriam dado satisfação bem maior.”

Metáforas Para Evolução Pessoal e Profissional[bb], Consuelo C. Casula, Editora Qualimark

Quantas vezes nos ocupamos tanto das dores da vida, daquilo que não podemos ter, de tudo o que nunca seremos, e nos esquecemos  de tudo aquilo que possuímos. São tantas as vezes que nos conectamos com as ansiedades do futuro e conseqüentemente ficamos cegos para todas as possibilidades do presente.

Quando agimos assim, a vida vai passando por nós e nós vamos passando pela vida. Permanecemos hipnotizados por nossas criações mentais e adormecidos seguimos como cadáveres, até o dia em que nos tornamos um de fato.

Quando entramos nesse estado é o momento supremo de gritar para nós mesmos:

“Acorde agora e olhe para a vida!

Respire!

E viva!”

Grupo de Discussão Sobre Relacionamento Amoroso Cá Entre Nós

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