Defendendo-se do Amor

Defendendo-se do Amor
Psicóloga Odegine Graça

“Se um dia você tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se, se escolher o mundo ficara sem o amor, mas se você escolher o amor, com ele conquistara o mundo.“

Albert Einstein

Para assumir o amor você tem que assumir a coragem de crescer.

Ir nesse movimento nem sempre é fácil. Para conseguir, precisamos conhecer alguns mecanismos que nos afastam do amor. Muitas pessoas pensam e dizem que querem uma relação, um compromisso, mas na verdade não querem. Quando aparece uma oportunidade de ter um relacionamento com alguém que gosta dela e pela qual ela também sente-se atraída, aparece um terror interno que faz com que a pessoa siga exatamente na direção oposta daquilo que mais quer.

Uma das maneiras mais comuns de alerta, para que a pessoa estrague a relação, são as vozes internas. Ouvem-se várias vozes dentro de si. Uma guerra se trava. O eu do amor diz para ir em frente e viver aquela relação intensamente. O eu do medo diz para cair fora. Estabelece-se um sentimento de angústia e pavor daquele momento novo e tudo o que a pessoa quer é que as coisas voltem ao normal, pois necessita da acomodação, do porto seguro, do falso equilíbrio. Há confusão com tantas vozes.

Esses são os diversos EUs, adquiridos por toda a jornada da vida. É a voz da mãe, do pai, do professor, do amigo, do padre, do pastor, enfim, de todas as figuras significativas de nossa vida. Essas vozes aparecem como sensores em momentos de conflito, em momentos que precisamos decidir algo importante em nossa vida. Elas são nossa defesa analítica, onde juízes e censores intermediários se encontram para julgar e decidir o melhor caminho. O único problema dessas vozes é que a maioria das vezes o medo e seu séquito assumem o lugar no tribunal e o seu júri sempre condena.

É preciso ter muita coragem para amar, ter amor verdadeiro por si e depois por uma outra pessoa. Estar no amor é saber-se inteiro, com coragem para entregar-se e sair inteiro de uma relação, pois ali se entrou inteiro e se permaneceu inteiro. Estar fora do amor é estar fora de si, é ser incompleto. É estar distante do ser humano que realmente se é. É ser simplesmente um animal racional, aleijado de suas próprias emoções, e por isso escravo de uma linearidade imposta.

Quando sou completo, sei que posso amar e ser amado. Minhas raízes são fundas, sou bem estruturado, acredito em mim e, em primeiro lugar, me amo. E me amo muito.

Enfim, acredito que amar pode dar certo sim.

Grupo de Discussão Sobre Relacionamento Amoroso Cá Entre Nós

 

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