Casamento… Felizes para sempre!

Casamento… Felizes para sempre!
Psicóloga Odegine Graça - Especialista em Autoestima, Relacionamentos e Relacionamentos Amorosos
Psicóloga Odegine Graça

“Não há parceria que se forme sem intenção individual, profundamente arraigada e de grandes efeitos, ainda que parcial ou totalmente desconhecida para ambos os envolvidos.“
— Iara Camaratta Anton.

Hoje em pleno século vinte e um o casamento continua em alta. Por mais que diferenciem-se os contratos em suas formas, casar ainda é um sonho do ser humano. O amor romântico sobrevive aos séculos, milênios e às suas mudanças. Encontrar o par perfeito, a cara metade, a tampa da panela, é o auge da vida do ser humano. Hoje os relacionamentos se diferenciam, mas a base continua a mesma: viver uma história de amor! Nossa vida é uma história e através dela contamos nossa experiência pessoal e nessa história, nesse espaço de vida encontramos o amor e nele nossa identidade pessoal de ser humano. O outro objeto de nosso amor disponibiliza imagens nas quais vemos nosso destino se refletir. Nessa linguagem do amor, narramos o outro significativo e nos tornamos significantes nesse mundo de tantos viventes. Nele nos fazemos especiais através desse encontro. Esse ainda é o casamento, o encontro de duas almas em um mundo de tantos rostos iguais.

Porém, nesse nosso momento atual, não é suficiente nos decidirmos pelo casamento, nós queremos hoje ter sucesso nessa relação, como também não basta simplesmente estarmos casados, importa muito para nós o COMO estamos casados. Hoje procuramos em um casamento, parceria, realização, completude e afeto. Hoje nos casamento os papéis mudaram, não existe mais o marido como provedor tradicional e a mulher como aquela que acolhe e tem o papel de ser passivo. Hoje se espera mais de um casamento, os casais se formam na esperança de caminharem lado a lado, ninguém é maior ou menor, mas parceiros iguais, com responsabilidade e desafios semelhantes.
O maior de todos os desafios desse novo modelo de casamento é o diferenciar-se da família de origem, pois quando duas pessoas se encontram e se casam, são dois sistemas duas famílias ali se encontrando, com costumes e expectativas, valores diferentes. As expectativas que cada um traz para essa nova união esta repleta do modelo vivido pela família de origem. E esse modelo é de dependência e serenidade, muitas vezes repleto de discussão e desacordos e falta de compatibilidade. Esse modelo sem sombras de dúvida não serve mais.
Hoje, o casal encontra características positivas no encontro de ser casal, na arte de tornar-se um casal e elas estão principalmente no investimento de ambos em tonarem-se cada vez mais saudáveis e em buscar informações sobre como fazer para ser feliz. Isto é muito positivo, e permite que se aumente muito o na alegria e faça com que o na tristeza se encontrem os pontos vulneráveis onde o casal possa se fortalecer e fazer-se autor de sua própria história sem precisar repetir a história triste de seus antepassados.

É possível ser feliz, mas para tanto é preciso desaprender algumas coisas e reaprender outras. Essa é a boa noticia: é possível ser feliz.

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