Auto Estima da Mulher

Auto Estima da Mulher

Auto Estima da Mulher & o Relacionamento Amoroso

 

Terapeuta e Consteladora Odegine Graça

 

A pergunta que rola no ar é: Por que ela e não EU? Qual mulher já não se viu fazendo essa pergunta ao deparar com um antigo amor, ou mesmo com aquele alguém que andou lhe tirando o sono. Pois é, a outra te parece gorda, feia, bem menos inteligente que você. Embora, você ainda não saiba qual é o som da voz dela, pelo jeito de andar, de sorrir, e principalmente pela forma como ela joga os cabelos, com certeza dá para fechar o diagnóstico: é burra. Então! Embora ela seja tudo bem pior que você, ainda assim, ele está com ela e o pior de tudo: com aquele sorriso que você nunca viu no rosto dele quando vocês estavam juntos. O que será que acontece? Algumas de suas amigas lhe disseram que ela é insuportavelmente segura, que tem emprego melhor que o dele e vive espalhando a frase: Enquanto nos amarmos estaremos juntos. “Tá! E aí?” você se pergunta. A questão toda se resume assim: o amor é mesmo uma questão de sorte.

E assim encerra-se o assunto.

Pois é caras leitoras, o caminho maravilhoso desse Deus tão potente e traçado por mistérios revelados em tubos e ensaio e lentes microscópicas é científico. Existem certas histórias de infância que traçam um caminho de felicidade ou fracasso em nossas histórias de amor. As mulheres são profundamente influenciadas por seus contos de fadas e seus modelos de origem.

Todas nós construímos ainda quando crianças um modelo de romance ideal. Traçamos o perfil de nosso príncipe e saímos por aí beijando todos os sapos que encontramos.

Certas mulheres se casam com seus sonhos encantados e não conseguem abrir-se para um relacionamento real. Todas nós temos os nossos atos de fé escritos em nosso livro do engano. Todas nós vamos ao baile e perdemos o sapatinho de cristal. A diferença entre as felizes e as infelizes é que as primeiras vão à loja mais próxima e compram um par de mocassins super confortáveis e saem andando pelas ruas olhando, sorrindo e prontas para escolher seus próprios príncipes. As últimas ficam sentadas chorosas, com cara, roupa e penteado de quinze aos a espera de serem escolhidas.

Existem ainda outros modelos. A Alice no país das maravilhas: sou mais rápida que um coelho e ninguém me pega. Tem a Bela Adormecida que vive sonâmbula pelas ruas, pega de noite e se assusta com o que vê de dia. Tem os tipos Sherazade que vivem de histórias legais e de ameaça de morte, porém, elas têm certeza que um dia ele vai perceber o quanto ela é maravilhosa e como eles podem ser felizes.

Bom! Na real mesmo, só é feliz quem sabe quem é e então descobre realmente o que quer e o que pode ter, dentro da realidade factual e diária. É essa mulher que consegue ser feliz e sabe ficar triste. É essa mulher crescida que sai das páginas dos contos de fadas do livro infantil de cabeceira e anda com os pés no chão, ao lado de um companheiro real, de filhos reais, tendo uma vida bem real, com todos os sentidos, sabores e odores.

Para conhecer este lado da vida você precisa vir a Terra, descer das nuvens. E então, seja bem vinda linda mulher ao aeroporto da vida. Desça, caminhe firme, com os dois pés no chão e descubra VOCÊ. Tenho certeza que será feliz.

Odegine Graça – CRP 08/07936
Psicóloga, psicoterapeuta
odegine@casadasfadas.psc.br

 

 

 

 

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