Amor Próprio

Amor Próprio
Psic. Odegine Graça

 

“Todo Amor começa com o amor próprio.“

Odegine Graça

Será que o amor próprio e autoestima estão diretamente ligados a uma boa aparência? A resposta, normalmente, é que está ligado a uma aparência apropriada, nem demais e nem de menos.

Uma pessoa excessivamente arrumada e preocupada com sua aparência pode ter sérios problemas com sua autoimagem, autoconceito e autoestima.  Muitas pessoas se sentem incapaz de ser amadas por aquilo que são e então inventam personagens para mostrar ao mundo e também para sentirem-se mais confortáveis consigo mesmas. A criação desses personagens está ligada a uma baixa aceitação de si mesmo e a dificuldade de se conhecer, se aceitar e se mostrar ao outro. A criação desses personagens esta também diretamente ligado a “escolha” do parceiro com quem a pessoa vai se relacionar, pois cada papel apresenta as características do relacionamento o qual vai atrair. Vamos ver algum dos personagens mais comuns.

01)   O Salvador: Tem histórico de infância cruel e difícil, normalmente foi depositário da família. Sente profundamente que só merece amor se estiver resolvendo problemas muito difíceis, salvando alguém. O tipo de relacionamento atraído por essas pessoas são: pessoas adictas, doentes e muito dependentes.

02)   Bruxo ou curandeiro: tem espiritualidade muito desenvolvida e gostariam de viver somente para a vida metafísica. Essas pessoas vão atrair pessoas muito materialistas e exploradoras de sua sensibilidade, como um marido que tem muitas amantes, uma mulher que gasta todo o dinheiro do marido em futilidades, etc.

03)   Sensual, devorador sexual:  Normalmente teve pai violento e abusivo com ele e com a mãe. Ergue a bandeira que o objeto de desejo (não pessoas) é tudo igual, merecem serem usados e jogados fora. Assim vai de conquista em conquista, estraçalhando corações para disfarçar insegurança e incapacidade de receber amor por não se sentir digno de ser amado. O relacionamento atraído por essa pessoa normalmente são pessoas muito ligados ao físico e a sexo. Quando a sexualidade diminui, eles abandonam.

04)   Protetor, pai ou mãe: Este se coloca no papel de “pode deixar que eu faço”. É o tipo faz tudo, por todos. Limpa, organiza, arruma, na esperança de merecer um pouquinho de amor e consideração por tudo aquilo que faz de bom para o mundo.  O tipo de relacionamento atraído por essa pessoa é sempre de pessoas muito infantis e dependentes.

05)   Santo: Apregoa espiritualidade e pureza para disfarçar um enorme desejo sexual, o qual julga muito proibido, sentindo-se indigno de amor verdadeiro por ter estes desejos escondidos. Procura fazer inúmeras reparações ao mundo, como imensas obras de caridade e doa muito tempo a igrejas e obras assistenciais, pensando que deus assim o perdoará pelos seus desejos libidinais. O relacionamento atraído por essas pessoas é de abuso físico, mental e de exploração financeira.

06)   Infantil: Tipicamente doce, inocente e indefeso, faz a destruição por detrás das cortinas. Ao ver o estrago desvia a culpa de si, para outros, mas algo dentro de si grita que jamais será amado. Pessoas que representam esse personagem tem algo em comum, sentem que não merecem amor, que os companheiros são em tudo melhores do que eles. Sentindo-se humilhados, muitos se tornam arrogantes, venenosos e excessivamente críticos com os outros, para compensar a falta de valor interno que sentem. O relacionamento atraído por essas pessoas varia entre o carrasco, a vítima e o agressor.

Muitas vezes não nos encaixamos “perfeitamente” em nenhum destes papéis, e mais comumente ainda, não nos encaixarmos apenas em um destes. Outras, olhamos para alguns deles, enxergamos claramente a nós mesmos ou a nossos parceiros e quando olhamos o “par ideal” deste papel, não conseguimos perceber o par real de quem está ali, vivenciando aquela situação. Nestes casos, basta dar tempo ao tempo… um dos dois vai ceder e começar a viver o papel que se encaixa mais perfeitamente no comportamento do outro. Ou então você apenas não tinha oportunidade para perceber.

A baixa autoestima leva a escolha de parceiros que inevitavelmente proporcionam sofrimento, sejam em homens ou em mulheres. Muitos não se sentem merecedores de estar vivos e por isso agradecem até aos maus tratos recebidos dos companheiros. Sentem-se coibidos em demonstrar claramente as suas necessidades. Colocam-se acima ou abaixo das pessoas como forma de disfarçar seu sentimento de impotência. Normalmente não assumem nenhum risco emocional e só agem como se sentem: absolutamente seguros de que serão rejeitados.

Essas pessoas podem passar anos em um casamento, vivendo totalmente para o outro, sem perceber suas necessidades ou construir uma vida própria. Se surge uma separação, essa pessoas se enche de ódio, somatiza, tenta se destruir para destruir o outro e todos aqueles que estão a sua volta, para que sintam de alguma forma a dor que ela sente.

A pessoa com abaixo autoestima ama mais ao outro do que a si mesmo, ou ainda não ama ninguém porque não consegue amar a si mesma. Amar significa aceitar a si mesmo por inteiro, para depois amar e aceirar o outro por completo.

Trabalho com a máxima de Jesus: ama a teu próximo como a ti mesmo. Se você não pode se amar, não poderá amar a ninguém mais.

Pense nisso.

Grupo de Discussão Sobre Relacionamento Amoroso Cá Entre Nós

 

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