Amor no Trabalho. Pode?

Amor no Trabalho. Pode?
Psic. Odegine Graça

A cada ano que passa aumenta mais o número de pessoas que tem um romance no trabalho. Alguns dados são generosos para que isso aconteça, pois o aumento de mulheres no ambiente de trabalho, cada vez mais em posição de igualdade, vem ajudando bastante para o aumento das relações amorosas. Outro fato é que jovens e adultos, ou não tão jovens, trabalham muitas horas por dia para poder ter algum sucesso em suas carreiras e ficam cada vez mais sem tempo procurar parceiros e ter romances em outros ambientes que não sejam o trabalho.

Existe o positivo e o negativo de toda a situação. Sem sombra de duvidas existem bons relacionamentos que se iniciam dentro do ambiente de trabalho e acabam em altar, mamadeiras e netos. Porém, também existem inúmeros divórcios, assedio sexual, romances entre homens casados e mulheres casadas e tudo isso vem de encontro a muitos questionamentos das empresas de grande e médio porte sobre como deveriam ser suas regras quanto a relacionamentos entre as pessoas que fazem parte do seu quadro funcional.

Conclusões a parte, é importante levantar a discussão a esse respeito, pois sendo um fato cada vez mais comum e corriqueiro entre as pessoas é preciso estar atento para não invadir a privacidade das pessoas bem como para não fazer de conta que vivemos no país cor-de-rosa onde tudo se torna amor e relações construtivas.

Lançar a discussão e quebrar barreiras de linguagem camuflada é necessário. A maioria das pessoas passa mais tempo em seu ambiente profissional do que em suas casas, ou do que junto de seus familiares e amigos de outros ambientes. Esses conflitos tão reais nos trazem um novo cenário, o das empresas e corporações como pequenos mundos, regendo vidas quase que total e somente dentro de suas paredes e cercas. As empresas têm se tornado tribos onde se vive, se pensa, se constroem valores e se constroem vidas. Chega-se ao ponto de algumas empresas, justamente por esse caráter comunitário incentivar romances e casos entre seus colaboradores, para estreitar os relacionamentos e amarrar cada vez mais a pessoa neste ambiente social.

A pergunta é até que ponto tudo isso é saudável?

Por enquanto tudo o que temos são perguntas necessárias para que nossas vidas não se tornem simples drenos energéticos de grandes e pequenas corporações, que nos descartam a partir do momento que não servimos mais a seus propósitos. São também perguntas necessárias para que nossas relações amorosas não passem a ser também uma continuidade capitalista, pura e simplesmente.

Questionar é preciso. Onde está o seu coração? Onde esta sua vida? Quais são seus valores?

Pense nisso.

 

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