Educação dos Filhos: Uma Conversa Com os Pais

Educação dos Filhos: Uma Conversa Com os Pais

Thays Araujo

Psicóloga CRP 08/12185

Hipnoterapeuta Ericksoniana

Projetos em Qualidade de Vida e  Grupos de Crescimento e Desenvolvimento Pessoal


A família é a célula-mater de uma sociedade. Ela pode ser constituída de pessoas com hereditariedade genética, ou com indivíduos que se agregam a essa célula, e geralmente são recebidos como participantes desse mesmo grupo, e apesar da diferença genética convivem na maioria das vezes como se dela tivessem surgido.

Esta é uma visão biológica da família e nos leva a pensar que educar os filhos é muito mais complexo do que possamos imaginar.

A educação de uma criança começa na educação que seus pais receberam, como e o que trouxeram de bom para essa família que estão dando origem. Ou seja, a educação que recebemos de nossos pais é levada como uma herança para essa nova célula familiar que está se formando. O que devemos pensar inicialmente é que, para essa nova formação são necessários dois novos personagens e que cada um vem com a sua “herança cultural e educacional” como uma roupagem moral. É nesse momento que a educação começa a tomar um rumo, que tanto pode ser de amor e respeito ou de disputa entre os pais, se não souberem aperfeiçoar e negociar o que é bom para essa nova família, o seja, os conceitos que eu considero importantes eu vou juntar com os conceitos que vem da família do meu par e então teremos os nossos conceitos para a nossa família.

O problema pode começar exatamente nessa disputa de opiniões entre o casal. O primeiro pensamento que deve nortear a educação dos filhos tem por princípio o comportamento dos pais como referência aos filhos e não tanto aquilo que falam (atitudes mostram mais do que palavras). O segundo importante princípio da educação é que respeito não se impõe, mas se conquista, e a chave que abre esse grande tesouro é o diálogo e a colocação de limites. É nesse diálogo que comunico o meu comportamento para meu filho, que comunico o meu respeito por ele e assim eu ensino-o a respeitar.

E quando se fala em comunicação é importante lembrar que os jovens recebem a educação que vem passando de geração para geração, com grandes modificações de uma época para outra e isso implica em diálogos sobre mundos diferentes.  Isso implica em muitas vezes o jovem não entender ou compreender que seus pais estão fazendo o seu máximo, mesmo que esse máximo para eles seja o mínimo. E também em os pais não entenderem algumas necessidades e vontades de seus filhos, diferentes de seus desejos quando crianças e adolescentes. É a famosa frase “na minha época…”.

A questão não é achar um culpado para os desentendimentos, mas procurar demonstrar ao filho que além de ser seu Pai é seu Amigo (alguém em quem ele pode confiar), e o Filho precisa mostrar ao Pai, que apesar de não concordar com ele, não o deixa de amar e ser seu Filho.

A educação é uma construção e viver é se relacionar e para isso acontecer da melhor forma possível é preciso dedicação, paciência, AMOR em tudo que se faz, RESPEITAR-SE mutuamente e COMUNICAR-SE na mesma linguagem. É antes de tudo DIALOGAR de forma saudável e construtiva.

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